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EQUIPES
EXTERNAS DE VENDAS, SÃO A CHAVE DO SUCESSO
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Durante
o declínio econômico que atingiu a maior parte das empresas americanas
em 2001, a Intel,
Texas
Instruments, Cirrus
Logic e Hunt
Wesson
tinham algo em comum:
A
decisão, tomada no ano anterior, de abandonar sua força de vendas
direta (interna) e
contratar um escritório externo de REPRESENTAÇÃO
COMERCIAL para vender algumas ou todas as suas principais linhas
de produtos.
Duas
outras empresas Motorola
e Phillips
optaram por contratar uma força de vendas após terem criado uma nova
divisão (a
operação de semicondutores para a Motorola; a Airpax para a Phillips).
.
Realmente,
em tempo de recessão e/ou corte de despesas, o uso de escritórios ou representantes
COMERCIAIS costuma
aumentar. De acordo com a Prof. Erin
Anderson,
PhD
em marketing
da INSEAD:
-
"ESSES ESCRITÓRIOS AJUDAM EM TEMPOS RUINS".
.
Mas,
se as coisas fossem como queriam Anderson e seu colega PROF.
Leonard
M. Lodish
PhD em
marketing na Wharton
University,
os escritórios de representação iriam florescer apesar do clima econômico.
Os dois colaboraram em uma pesquisa que estuda como obter o máximo de uma
força externa de vendas formada por funcionários que:
“não
se reportam a você, não aceitam ordens suas e em geral não podem ser
controlados como o são seus funcionários”, diz Anderson.
Essa
não é uma questão teórica. O resultado de um relacionamento produtivo
com uma força externa de vendas pode ser substancial. Se devidamente
tratados, diz Anderson:
os
representantes externos de vendas não apenas trabalharão duro para
vender seus produtos como também poderão fornecer informações
importantes sobre o mercado em geral e seus concorrentes em particular.
Dado
o grande interesse no gerenciamento de forças de vendas, tanto internas
quanto contratadas, Anderson
e Lodish
ministraram um curso para executivos em São Francisco chamado: - "Como
Liderar uma Força de Vendas Eficaz".
Segundo Anderson, as estatísticas disponíveis indicam que:
cerca
de 50%
de todas as empresas que operam na América do Norte contratam
uma força de vendas em algum momento, quer para uma de suas linhas de
produto, quer para uma certa região geográfica ou para uma determinada
aplicação. Esse
percentual é alto porque muitas empresas usam representantes externos
para os segmentos restantes de produtos que não são essenciais para o
que estão fazendo.
Por
exemplo, uma empresa que fabrica ferramentas elétricas, pode contratar
uma força externa de vendas para vender seus produtos a um segmento de
clientes particular e não muito grande, como os postos de trocas em bases
militares. Por outro lado, algumas indústrias, como a de componentes
eletrônicos, hardware e produtos químicos, usam REPRESENTANTES
COMERCIAIS EXTERNOS
para uma parte substancial de seus negócios.
.
A
National
Semiconductor and Advanced Micro Devices
cai nessa categoria, em parte porque seus componentes são utilizados em
tantos produtos e em tantos setores que seria difícil para uma força de
vendas interna cobrir o mercado inteiro.
.
As
forças de vendas contratadas também podem vender serviços e
publicidade. Por exemplo, uma estação de rádio pode utilizar uma força
de vendas externa para vender seu tempo aos anunciantes. A teoria é a
mesma, diz Anderson:
.
“Potencialmente
qualquer um pode anunciar
e
uma força de vendas interna não consegue cobrir todo mundo”.
Embora
alguns escritórios de representação
comercial
sejam enormes principalmente no setor alimentício, onde um escritório
costuma empregar centenas de pessoas na maioria dos outros segmentos, os
escritórios tendem a ser menores. A empresa típica tem de 5 a 10 pessoas
cobrindo uma área geográfica bem definida e um pouco estreita.
.
Anderson
diz que alguns setores não se adaptam bem aos representantes
externos. As
forças de venda das indústrias farmacêuticas são quase sempre internas
em função das questões éticas e das responsabilidades inerentes à
venda de medicamentos. Mas, quanto aos produtos farmacêuticos vendidos em
menor escala, diz Lodish:
as
empresas estão percebendo que não podem dar a eles a atenção que
necessitam, mas uma força externa de vendas, com experiência no setor,
pode. Nesses casos, as indústrias farmacêuticas estão procurando
terceirizar esta área.
Distribuição
mais eficiente: - Em
sua pesquisa sobre os mercados "B2B",
Anderson
e Lodish
estudaram como os escritórios de representação
comercial
alocam seu tempo para os vários clientes, isto é, quais fabricantes
recebem mais tempo dos representantes de vendas e quais recebem menos.
.
O
ponto-chave é a "distribuição mais eficiente":
O
melhor que você, como fabricante, tem a fazer para que sua força
externa de vendas se interesse em vender seu produto é torná-lo
interessante do ponto de vista financeiro, em comparação com os outros
produtos do escritório, aconselha Anderson. Basicamente você tem que
vender seu produto à força de vendas antes que essa força o venda a
seus clientes.
Anderson
e Lodish
pesquisaram a alocação de tempo que maximizaria os lucros de um escritório
de vendas. Fizemos a seguinte pergunta:
-
se
fôssemos os donos deste escritório e tudo o que quiséssemos fosse
ganhar o máximo de dinheiro possível, quanto tempo deveríamos
dedicar a cada produto?
-
Que
quantidade de tempo nos daria um retorno mais eficiente?
O
retorno aumenta quando uma linha de produto oferece uma comissão melhor
à força de vendas. Ele aumenta quando uma hora gasta para vender aquele
determinado produto dá ao escritório mais volume que uma hora gasta na
venda de qualquer outra coisa. O retorno diminui quando uma hora gasta com
a venda não produz bons resultados ou quando a comissão é mais baixa.
O que não se pode esquecer, diz Anderson,
é que:
os
escritórios de vendas são administrados por bons gerentes, com bom
faro para o dinheiro. Alguns fabricantes não pensam que os
representantes de vendas têm cérebro para entender isso. Mas eles têm.
Anderson
e Lodish
também avaliaram o lado “mais
humano” do
negócio quando tentaram determinar quais fabricantes eram capazes de
obter o máximo de dedicação de seus representantes
COMERCIAIS.
Descobriram que o segundo maior fator, depois da eficiência da distribuição,
é:
a
capacidade do fabricante se comunicar com o escritório. Isso inclui "saber
ouvir"
Os
fabricantes que souberam ouvir e falar conseguiram obter a atenção do representante
COMERCIAL, o
que trouxe dois resultados positivos:
Uma
das razões pelas quais muitas empresas não gostam de usar uma força
externa de vendas é o fato delas acharem que podem obter relatórios
sobre o mercado de seu próprio pessoal. Mas grande parte do pessoal
interno não tem tempo para fazer relatórios, enquanto muitos escritórios
externos têm esse tempo disponível, diz Anderson.
A
terceira dinâmica mais importante no relacionamento entre fabricante
e força de vendas: - é
a sinergia.
Um
representante
COMERCIAL
formará uma carteira de produtos que são complementares, mas não concorrentes.
Por exemplo, o representante
comercial
trabalhará para um fabricante de papel, um fabricante de materiais de
escritório, um fabricante de impressoras etc., de modo a ter
uma marca em cada categoria de produto.
.
Ao
visitar um comprador de produtos de escritório, o representante
COMERCIAL
que cobre esse mercado terá a vantagem de possuir uma linha de produtos
completa, o que não apenas aumentará suas vendas e as de seus clientes
como também assegurará melhor acesso ao comprador.
O
representante de vendas pode aproveitar-se do fato de ser a fonte de
informações para uma série de produtos inteira. Ele vende mais e
presta um serviço ao comprador”, diz Anderson.
.
Sinergia,
acrescenta, “significa que a sua linha de produtos casa bem com as
outras linhas. Quanto mais sinergia tiver seu produto, mais tempo você
conseguirá de seu representante.
Anderson
recordou-se de um representante
comercial de
componentes eletrônicos que foi convencido por um fabricante de lustres
de cristal giratórios a incluir o produto dele em suas visitas a donos de
discoteca. As discotecas são cheias de equipamentos eletrônicos
sofisticados, de modo que o representante, formado em engenharia, discutia
assuntos de eletrônica em suas visitas de vendas. Mais tarde, o
representante disse ao fabricante de lustres de cristal que ficou "muito
constrangido"
em promover o produto dele durante as visitas..
Essa
é uma sinergia negativa, explica Anderson. Um engenheiro falando de
lustres de cristal não foi uma boa combinação.
Os
pesquisadores também estudaram o impacto que o fato de "dar-se
bem" com
o representante externo teria sobre o sucesso do relacionamento.
Sim,
é importante se dar bem e confiar um no outro, mas o mais surpreendente
em nossa pesquisa é que o peso desse atributo não é tão
grande", afirma Anderson.
.
Em
última análise, os representantes são PESSOAS de negócio. Eles não
vão gastar mais tempo com o seu produto só porque gostam de você.
.
O
preço que você paga por não ser amigo deles não é muito alto. Isso
também vai contra a imagem de pessoas simples que muitos fabricantes têm
do pessoal de vendas.
A
importância da previsão: - Os
escritórios de vendas se preocupam em fazer previsões acuradas,
principalmente porque elas os ajudam a decidir quanto tempo dedicar à
venda de um determinado produto.
Embora
as previsões não influenciem tanto quanto os outros fatores
mencionados acima, nenhuma notícia é má notícia quando se tenta
desenvolver uma previsão de venda.
.
Dizemos
aos fabricantes que, se eles tiverem qualquer informação que possa
indicar como será a venda de seu produto em campo, não a guardem, diz
Anderson.
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Compartilhem
essa informação com o escritório de vendas para que o representante
tenha mais confiança em sua previsão. Com isso, você conseguirá mais
tempo.
Quase
tão importante quanto uma previsão acurada são as perspectivas de
crescimento de uma categoria de produto do fabricante.
O
potencial que aquela categoria tem para crescer em cinco anos afeta a
atenção que ela atrai do representante, diz Anderson.
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Isso
mostra o que os escritórios de vendas estão pensando sobre o futuro.
Outro
fator que Anderson
e Lodish
estudaram foi o poder do fabricante sobre o agente:
Descobrimos,
como seria de se esperar, que quanto mais poderoso é o fabricante, mais
tempo consegue para seu produto.
.
Quanto
mais poderoso é o escritório, mais ele pode decidir quanto tempo vai
dedicar ao produto.
.
Mas,
de maneira geral, esse fator não tem um peso tão grande,
principalmente porque os escritórios mantêm uma carteira bem
diversificada de fabricantes, comenta Anderson.
.
Eles
seguem a regra do “um terço”.
Se um fabricante é responsável por mais de um terço das vendas do
escritório, ele está se tornando poderoso demais.
.
O
escritório provavelmente procurará aumentar seus negócios para diluir
aquele poder.
Bode
expiatório para desempenho fraco: -
Depois
de mais de uma década de pesquisa nesse campo, Anderson
está totalmente convencida de que:
os
escritórios de representação COMERCIAL, se devidamente gerenciados,
podem ser úteis para a maioria das empresas..
Entretanto,
mesmo as empresas que contratam esses escritórios:
quase
pedem desculpas por fazê-lo e, de fato, raramente os utilizam de forma
correta. E, quando isso acontece, os fabricantes voltam-se contra o
escritório de representação em vez de culpar a si mesmos ou a seu
produto.
Na
década de 80, a Apple
Computer
contratou representantes externos de vendas, mas acabou lançando mão da
força de vendas direta interna depois de alegar que os representantes não
estavam fazendo um bom trabalho ao vender seus produtos.
Agora
sabemos que, por importantes razões mercadológicas, os computadores não
estavam vendendo, mas a Apple
preferiu culpar os representantes, diz Anderson.
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As
empresas que não gerenciam bem os escritórios de representação também
não gerenciam bem sua própria força de vendas e freqüentemente
acabam falindo, acrescentou.
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Por
ironia, mesmo quando as forças externas de vendas estão indo bem, as
empresas arrumam outra desculpa para dispensá-las:
Uma
das razões mais comuns pelas quais um fabricante dispensa o
representante e volta para a força direta é porque o representante está
fazendo um bom trabalho, diz Anderson.
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O
fabricante pensa: - "Uau, poderíamos ir melhor ainda se tivéssemos
nossa própria gente".
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E
a conclusão que parece lógica: - "Você culpa as forças externas
por todas as coisas ruins e assume o crédito por todas as coisas boas.
Desse modo, os representantes correm o risco de perder negócios se eles
forem bem ou se forem mal.
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O
que algumas empresas não pensam, acrescenta Lodish:- "é que os
representantes de vendas externos são mais motivados que a força de
vendas interna. Eles sabem mais sobre o mercado e têm sede de negócios".
Anderson
recentemente entrevistou os membros de uma empresa fabricante de
componentes eletrônicos de US$ 100 milhões, localizada no nordeste dos
EUA e que utiliza uma força externa de vendas. Também entrevistou vários
representantes externos.
Uma
das coisas que ficou clara nessa conversa com os funcionários da
empresa foi que eles têm respeito inquestionável por seus agentes de
vendas. Eles os vêem como as outras pessoas vêem seus advogados,
consultores ou contadores.
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Confiam
neles, respeitam-nos e os tratam como profissionais. Os representantes são
responsáveis por 85% das vendas desse fabricante. .
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É
um relacionamento de sucesso.
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PROFESSORES
CITADOS NO ESTUDO:
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