Sistema de Representação para Representantes Comerciais

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Wharton: Univ. de Pennsylvania

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Às vezes, o nome do produto é mais importante do que o produto em si

Shakespeare alguma vez escreveu: Que há num nome? Isso que chamamos rosa, ainda que tivesse outro nome, seguiria cheirando doce. sem dúvida, ele não conhecia o funcionamento de alguns mercados modernos. Às vezes, o produto não é nada. O nome é tudo...
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O médico dice para o paciente: Você tem o colesterol alto. Lhe receitarei um medicamento. A partir de hoje terá que se cuidar com as comidas e fazer exercício. Três horas mais tarde, o paciente estava comendo uma feijoada.

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Dois meses depois, de volta ao consultório... O colesterol está pelas nuvens! falou o médico, deixe de tomar o medicamento. Lhe receitarei um complemento mineral e um suplemento vitamínico. Dito e feito, o paciente começou a comer brócolis e sair a correr todos os dias.

Tinha tomado consciência de sua situação?: Não necessariamente. Segundo o estudo da UNIV. Wharton: What's in a Name, sua mudança de comportamento poderia dever-se meramente a uma mudança no nome da receita do médico. Segundo a Prof. LISA BOLTON, PHD DA UNIV. Wharton, um paciente que toma um medicamento se sente imune contra a doença. Em outras palavras, diz-se:

Para que vou levar uma vida sã? O remédio se encarregará de curar-me.

Pelo contrário, quando o paciente toma um "suplemento" vitamínico ou mineral, a reação é diferente:

O suplemento me ajudará a baixar o colesterol. Mas não é o mesmo que um medicamento. Tenho que me cuidar com as comidas.

O curioso, segundo o artigo da UNIV. Wharton, é que este mesmo padrão de comportamento se observa em quase todos os produtos do mercado farmacêutico:

o nome tem um poderoso impacto sobre o comportamento do consumidor. Uma mesma pílula (que inclusive pode ser um placebo), se é vendida como "medicamento", terá um efeito diferente que se a anuncia como "suplemento".

Este fenômeno tem implicâncias éticas, particularmente para a publicidade de produtos da saúde. Quanto mais efetivo seja o medicamento (a olhos do consumidor), maior é o incentivo a descuidar a saúde.

Uma pílula para baixar de importância promocionada como "infalível" pode ter efeitos desastrosos. Quem a tomem, deixarão de cuidar-se com as comidas e até poderiam chegar a padecer problemas de obesidade.
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Devem impor-se regulamentações sobre as campanhas de marketing e publicidade das companhias farmacêuticas? Pode permitir-se qualquer tipo de publicidade para medicamentos.

O debate está se abrindo. William Shakespeare escreveu em Romeo e Julieta:

Que há num nome? Isso que chamamos rosa, ainda que tivesse outro nome, seguiria cheirando doce. Mas Shakespeare não conhecia o mercado farmacêutico. Em muitos casos, adverte o estudo de Wharton, o produto não é nada. O nome o é tudo.

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