1999

Sistema de Representação Comercial para Representantes Comerciais

2019

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SDR - Sistema de representação, Vendas e Serviços

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Promoção comercial: um orçamento que cresce

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Os fabricantes fazem acordos promocionais com os varejistas por vários motivos: para competir com as marcas brancas, para desprender-se de inventários e passar-se ao canal e para que o comerciante translade o desconto ao consumidor. A promoção comercial é a porção maior do orçamento de marketing de qualquer fabricante de produtos embalados. E ademais tudo indica do que o seguirá sendo no futuro previsível. À medida que se afiança a consolidação, tirando cada vez mais poder aos fabricantes para depositá-lo em mãos dos comerciantes, estes últimos exigem melhores promoções para poder diferenciar-se ante os destros olhos dos consumidores. Ademais, enquanto crescem as chamadas marcas brancas, ou marcas privadas, debilita-se a tão preciosa lealdade à marca e os fabricantes respondem com promoções comerciais (artigo: Amostras grátis de alimentos aumentam as vendas?).
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um estudo recente os professores David R. Bell, e Xavier Dréze, da Univ. Wharton, afirmam que a promoção comercial constitui a ferramenta de marketing menos compreendida, mais controvertida e mais cara de todas porque quase nunca é rentável para os fabricantes e porque é fonte permanente de conflito entre estes e os comerciantes. No documento, analisam a fundo vantagens e desvantagens do modelo atual de contrato que pelo geral rege na maioria das transações, propõem uma alternativa, mas aconselham quando convém uma modalidade e quando a outra. Em definitiva, dizem, não se trata de substituição senão de alternância. O tema é muito complexo e varia com cada situação. Comerciantes e fabricantes parecem incapazes de pôr-se de acordo na maior parte dos temas (artigo: é rentável pagar a um super para que exiba seus produtos?).

• Segundo os resultados da enquête realizada 70% dos comerciantes crê que com os acordos atuais não obtém uma proporção justa dos ganhos das promoções comerciais.

• 91% dos fabricantes considera ineficazes às promoções comerciais, 85% crê que os reais que geram não se gastam de maneira produtiva e mal 19% crê que obtêm bom valor pelo dinheiro que aplicam a essa ferramenta de marketing. Ademais, só 16% de todas são rentáveis.
• Por sua vez os comerciantes (supermercadistas em general) admitem que ao redor de 13% dos US$ 75.000 milhões que gastam anualmente em promoções se reflete diretamente em seus ganhos (a cifra que dão os fabricantes se acerca a 30%).

• Acordos comerciais por fatura (off-invoice): premiam ao "comprador inteligente". Segundo este sistema (que é o que se aplica na maioria dos casos atuais) os fabricantes oferecem vender mercadoria aos comerciantes varejistas a preço rebaixado durante determinado período. A duração do acordo costuma ser restringida e não há limite para a quantidade que se pode comprar. Como não há limites, os varejistas (supermercadistas, por exemplo) têm a oportunidade de, ou bem fazer uma grande compra antecipada, ou derivar a mercadoria para terceiros. Ao decidir quanto comprar por antecipado, o varejista compensa o custo de acumular inventário excessivo com o ganho de obter menores preços de compra. Este arranjo contratual tem três lamentáveis efeitos colaterais:

• Incentiva aos varejistas a ser bons compradores em lugar de bons marketeiros.
• Os fabricantes subsidiam mais do que a simples promoção; podem terminar subsidiando as operações diárias,

• Aos consumidores se lhes costuma transladar uma escassa proporção do desconto do fabricante.

Os autores do trabalho crêem que a ineficiência central do método atual está na compra antecipada por parte dos comerciantes. Ou seja, compram mercadoria em excesso a preço promocional, aspirando a que lhes fique resto ainda que tenha terminado o período da promoção. Essa mercadoria excedente é vendida depois a preços regulares (ou seja, o acordo não se translada ao consumidor) ou vendida com ganho a outros comerciantes varejistas. Ainda que os fabricantes condenam a prática, também não se pode pôr toda a culpa nos varejistas, dizem Bell e Dréze; o que eles fazem é simplesmente responder racionalmente aos incentivos que lhes contribuem os termos do acordo. Não surpreende então que os fabricantes andem à busca de acordos contratuais alternativos para "coordenar melhor o canal" (artigo: A TÉCNICA DE RAPEL na negociação EM VENDAS).

• Acordos comerciais por análises de resultado (scan back) premeiam ao "vendedor inteligente": os contratos deste tipo, que também são chamados de "pagamento por desempenho", representam uma nova maneira de manejar este tema. A diferença do sistema anterior (off-invoice) onde o varejista é premiado sobre a base de unidades compradas ao fabricante, nos novos contratos (como os de analisar o que ocorreu com as vendas), premiam ao varejista sobre a base de unidades vendidas aos consumidores. Isto quer dizer que aos varejistas se lhes faz preço promocional (com desconto) por cada unidade vendida durante o período que dura a promoção.

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Esta mudança tem um impacto profundo em como reagem os comerciantes ante o incentivo que lhe oferece o fabricante. É muito singelo dar-se conta de que, com a análise das vendas realizadas, não se saca nenhuma vantagem com a compra antecipada já que só as unidades vendidas durante o período da promoção se beneficiam com o desconto de preço. Ademais, também não há motivação para revender a mercadoria, já que só a mercadoria vendida através do escaner (daí o nome: scan-back) do comerciante é elegível para a promoção, note-se, no entanto, que os comerciantes igualmente poderiam comprar mercadoria derivada de outros varejistas e vendê-la através de seu próprio sistema durante o período promocional de escaneio, beneficiando-se dessa forma, duas vezes (artigo: ESTRATÉGIAS PROMOCIONAIS EM VENDAS).

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As análises de resultados (scan-backs) também têm uma importante conseqüência na conduta que mostram comerciantes e fabricantes: Os comerciantes devem revelar suas cifras de venda aos fabricantes para poder cobrar. Este método de "pagamento por desempenho" usado corretamente, permite que ambas partes se concentrem em suas concorrências essenciais: Uns fabricar e os outros vendem. Trata-se de um importante passo na direção correta, dizem, mas não é uma bala de prata para tudo o que falta por resolver entre comerciantes e fabricantes (artigo: A diferenciação é a chave para evitar a guerra de preços).

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• Quem ganha e quem perde?: a primeira vista, pareceria que abandonar o método de faturação pelo de escaneio é uma situação na qual o fabricante ganha e o comerciante perde. Essa é a razão pela qual os fabricantes têm estado procurando ativamente alternativas aos acordos de faturação e os comerciantes não mostraram demasiado interesse em comprar as idéias novas. Suspeitam que podem sair perdedores. Para ajudar a cristalizar o debate, os autores oferecem as seguintes conclusões:

• Se os termos do acordo de faturação e escaneio retroativo são idênticos, o comerciante deve optar pelo primeiro.
• Os fabricantes que exigem método de escaneio devem oferecer condições mais atraentes. Isto pode querer dizer, por exemplo, reduzir os preços de lista.
• Os fabricantes que oferecem escaneios redesenhados (ou seja, com vantagens adicionadas) descobrirão que são mais rentáveis ainda que pareçam que estão concedendo muito.
• O escaneio retroativo pode criar uma oportunidade win-win (GANHAR - GANHAR) para ambas partes, porque ao varejista lhe elimina do sistema o alto custo de manter mercadoria sobrante nos depósitos e se o converte em ganho.

A primeira vista, o pagamento por desempenho parece ser uma proposta ganhadora. Isto é assim em teoria. Na prática há áreas de vulnerabilidade. Os principais obstáculos a sua implementação são:

• Confiança, 
• Desenho organizacional e problemas de incentivo 
• Falta de disposição para experimentar.

Ainda que os três estão intimamente relacionados, o obstáculo mais importante é o da confiança.

Wharton School: Univ. of Pennsylvania

biblioteca exclusiva da univ. wharton

Wharton: Univ. de Pennsylvania

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A Wharton School da Universidade da Pensilvânia é uma escola superior de administração norte-americana vinculada à Universidade da Pensilvânia. É conhecida tanto pelo seu rigor acadêmico quanto por ser a mais antiga escola de administração dos EUA. Foi fundada em 1881 e seus cursos de graduação e mestrado (MBA) em administração são consistentemente considerados os melhores do mundo, seguidos de perto pelos de Stanford Graduate School of Business, Columbia, Harvard Business School e Kellogg School of Management.

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Outros excelentes artigos Traduzidos e Publicados pelo jornal sdr, da univ wharton:

• A VARIEDADE INFLUENCIA O CONSUMO • A última bolachinha do pacote!
• CLIENTES DESORIENTADOS, LUCRO CERTO! • QUAIS CLIENTES VALE A PENA LARGAR?
• Os líderes jogam o xadrez, não damas • Consumidores recorrem à estratégia
• O produto não é nada. O nome o é tudo! • O QUE AS MULHERES COMPRAM E POR QUÊ?
• o cliente foi com a concorrência (Aleluia) • para aprender a voar, 1º aprenda a caminhar
• Não encontrou aquele vestido na prateleira? • Como seduzir os indecisos, os não clientes?
• Para os chineses, a guerra de preços é uma arte • como seria a campanha de mkt do seu produto?
• Mantenha-se próximo do cliente (mas não demais) • Oferecer descontos pode arruinar seu negócio
• Os homens compram, as mulheres vão de compras • Promoção comercial, um orçamento que cresce
• VENDEDOR DESINTERESSADO = clientes insatisfeitos • Equipes externas de vendas, são a chave do sucesso
• A estratégia de Preços DA APPLE: um GOLPE a seus clientes? • O que a revolução digital pode ensinar ao varejo tradicional

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