ALGUNS
CLIENTES CONFUNDEM O REPRESENTANTE COM SEU GARÇOM
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SALA
DE VAREJO
Estabelecer relações de longo prazo com
as empresas, pode ser fonte de grandes benefícios em segmentos de B2B (Business to Business - comércio praticado de empresa para
empresa.) Mas, para consegui-lo, precisa atrair sua atenção e seduzi-los... Como fazê-lo?
A maior parte da literatura do marketing
(SALA)
ensina às empresas as técnicas mais efetivas para atrair e reter
clientes
(SALA
DE FIDELIZAÇÃO). Assim,
oferecer um bom produto, com a imagem adequada e um excelente serviço de pós venda são alguns dos segredos para que
os seus clientes
(SALA
DE CONSUMIDORES) o deixem entrar em seu coração
(e em seu bolso).
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No entanto, em alguns casos, a equação se inverte e são os compradores os que pretendem fidelizar às companhias vendendo-se como
"bons
clientes". Pense, por exemplo, no ramo B2B, onde estabelecer boas relações com
representantes e fornecedores é uma excelente forma de obter produtos e serviços
personalizados.
Se você compra grandes volumes, os
fornecedores competirão entre si para tê-lo como cliente. Mas se você carece desta vantagem, precisará outros
charmes para convencer a um representante ou empresa que o eleja (e não a seu competidor) para estabelecer relações de longo prazo. Em outras palavras, para fidelizar a seu fornecedor, você precisa "vender-se" como um bom cliente.
Neste marco, um artigo de
HBS
- Harvard Business School oferece
algumas idéias para estabelecer relações de confiança. A maioria dos conselhos são puro sentido comum. Mas, como dizia Mark Twain
(HISTÓRIA):
o sentido comum é o menos comum dos sentidos. Vejamos algumas das idéias
que nos oferece o artigo da Harvard...
a) Seja respeitoso:
Não é novidade para ninguém que qualquer relação de longo prazo se constrói sobre o respeito mútuo. Não veja ao
representante
como um garçom que só se limita a tomar seu pedido. Pelo contrário, trate-o como um sócio que o ajuda a resolver
problemas. Não creia que, porque você está pagando, tem direito a exigir qualquer coisa. E sempre peça ao
representante sua opinião sobre como poderia melhorar a colaboração.
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b) Gere confiança:
Quando você vende, sempre espera que os clientes lhe paguem em
dia. Seus fornecedores esperam o mesmo de você. Negociar preços está bem. Mas não pechinche por moedas. E, por último, jamais exija prestações adicionais que não faziam parte do acordo original.
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c) As gratas surpresas sempre são bem-vindas:
Quando o fornecedor
tenha feito um bom trabalho, pode ser boa idéia premiá-lo com um pequeno monto adicional.
Por outro lado, é possível que desde a assinatura do contrato, os custos do fornecedor tenham aumentado mais do previsto.
Sem dúvida, você não tem obrigação de fazer-se cargo das expectativas errôneas formadas pela outra parte.
No entanto, se você ficou satisfeito, por que não premiar ao fornecedor com um leve ajuste nos pagamentos para que o negócio também seja proveitoso para ele? Não é caridade senão uma mensagem concreta que diz: "seu bom serviço me beneficiou. E quero que você também ganhe para poder seguirmos fazendo negócios juntos".
Afinal de contas, o monto deste pequeno ajuste quiçá termine sendo uma
mínima ante os custos de transação que surgem à hora de procurar novos fornecedores e o inevitável processo de coordenação e aprendizagem.
Em
definitivo, assinala o artigo de Harvard, estes conselhos de
"marketing ao revés" só são válidos nos casos em que realmente seja importante estabelecer vínculos duradouros com
representantes e fornecedores em ausência de fatores convincentes como a capacidade de comprar grandes volumes.
Nestes casos, a qualidade pode substituir à quantidade.
Assim, "vendendo-se" como um bom cliente ante os
representantes e fornecedores que lhe interesse seduzir lhe permitirá estabelecer relações de longo prazo, aceder a um serviço personalizado e, em última instância,
estabelecer negócios mutuamente proveitosos.