sistema de representação comercial e vendas
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. As mulheres representam mais da metade da população dos EUA. E o que interessa mais ainda ao pessoal de marketing, compram ou influenciam a compra de mais de 80% do total de produtos e serviços. Elas são as maiores tomadoras de decisão atualmente, não apenas em áreas tradicionais como moda, alimentação e cosméticos, mas também em compras de alto valor, como automóveis, serviços financeiros, melhorias domésticas, eletrônica, de computadores e viagens.
Entretanto, de acordo com as autoras de dois novos livros sobre marketing para mulheres, o setor de negócios americano é lamentavelmente ignorante sobre este setor da população, chegando algumas vezes a ponto de pagar milhões por propagandas e estratégias de vendas que podem mais facilmente incomodar a audiência alvo do que atraí-la.
O problema, explica Martha Barletta em seu último livro, Marketing to Women: How to Understand, Reach and Increase Your Share of the World’s Largest Market Segment, é que o que sempre foi visto como comportamento normal de compra, era normal apenas para os homens. As mulheres, diz ela, têm um conjunto muito diferente de prioridades, preferências e atitudes. . Ambas, Quinlan e Barletta, defendem energicamente a criação de táticas específicas de vendas para agradar às mulheres como forma de aumentar a participação no mercado. Além da razão óbvia (seus grandes números) as mulheres são consumidores especialmente importantes.
No geral, as visões de Quinlan e Barletta sobre o que as mulheres desejam são similares:
Ambas estão de acordo que as mulheres desejam que os comerciantes sejam pacientes e prestativos. É frustrante para os comerciantes de negócios que envolvem quantias polpudas, como o de serviços financeiros e o da indústria automotiva … ter de se encontrar várias vezes com as mulheres para pensar em alternativas, escreve Quinlan. Mas, do ponto de vista da mulher, isso é necessário:
Na propaganda, escreve Barletta, uma mulher grisalha, graciosa e atraente vem entrando por um tapete vermelho como se fosse receber o Oscar. De repente, tropeça e cai de cara no chão. A mensagem é:
As mulheres não gostam da propaganda porque não gostam de ver ninguém machucado, mesmo que por uma boa causa, diz Barletta.
Já Quinlan aprecia a mesma propaganda por acabar com o lugar-comum. Ela diz que para chamar a atenção das mulheres é preciso sair dos estereótipos. Quantas vezes já não se viu a avó grisalha caminhando na praia, preocupada com a incontinência ou a artrite?, pergunta ela. De acordo com Quinlan, a propaganda do Lipitor é um exemplo de como deixar os velhos modelos parecerem tolos e não apenas sentimentais, o que, sugere ela, agrada às mulheres. . Mas os livros diferem principalmente no modo de apresentar o material. MARY LOU QUINLAN é diretora presidente da Just Ask a Woman, Inc., uma empresa de pesquisa de mercado que fundou em 1999. Seu método de pesquisa mais conhecido imita um show de TV em que ela representa a apresentadora "Oprah" para fazer aflorar visões e opiniões francas de uma audiência exclusivamente feminina. Em seu livro, Quinlan conta as mensagens ouvidas em alto e bom tom após entrevistar mais de 3.000 mulheres.
Barletta, que é presidente do The TrendSight Group, uma empresa de consultoria de marketing que também foi fundada há quatro anos, vem em seu auxílio. Seu produto patenteado é o "GenderTrends Marketing Model", um modo estruturado de analisar e coordenar o que se vende com o como se vende ou, como diz ela, a cultura do gênero feminino.
Barletta conta o caso de uma mulher que queria um telefone celular que funcionasse em qualquer lugar, não acumulasse altas tarifas de roaming e que fosse "bonitinho". Seu marido pesquisou vários planos e descobriu um que se encaixava nas exigências de chamadas e critérios financeiros da esposa.
Segundo Barletta, os estudos têm demonstrado que o sexo masculino vê seu relacionamento com os outros em termos de:
O sexo feminino enxerga suas relações em termos menos competitivos:
Assim, as propagandas que afirmam que os outros vão sentir inveja se você tiver um certo produto funcionam para os homens, mas desagradam às mulheres. As mulheres, afirma Barletta, querem poder dizer:
As mulheres também se relacionam melhor com o que tem "mais calor" do que com o "mais competitivo". Uma propaganda impressa da Nissan que afirma:
a mais é uma propaganda exclusivamente masculina. As mulheres não se importam com os motivos de orgulho (mesmo as que sabem o que é torque), diz Barletta. Mas uma propaganda para um veículo esportivo utilitário que afirma:
Tanto Quinlan como Barletta escreveram livros repletos de informações que podem ser utilizadas para atrair consumidoras. Mas o livro de Barletta contém mais informações que atingem todos os comerciantes, independentemente de gênero. . . PROFESSORAS CITADAS NO ARTIGO: . . . |
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